Indra
A INDRA VAI DESENVOLVER UM SISTEMA RADAR DE DETECÇÃO
DE OBJECTOS NO ESPAÇO PARA A AGÊNCIA ESPACIAL EUROPEIA
Fonte: Indra / Outubro 2010
- A empresa fechou três importantes contratos com
a Agência Espacial Europeia (ESA) no valor total de 5,4M€;
- O projecto implica o desenho de um sistema radar com
tecnologia de ponta que permite detectar objectos a uma distância
até aos 2.000 km da Terra.
A Agência Espacial Europeia (ESA) adjudicou à Indra
o concurso para o desenho do futuro radar de vigilância de
objectos em órbitas próximas da Terra e o desenvolvimento
do seu protótipo; a empresa também irá realizar
o estudo para determinar a sua localização, e vai desenvolver
um simulador do sistema. O valor total destes contratos ascende a
5,4M€.
Com esta adjudicação a Indra assegura um papel importante
na fase de preparação do programa de Conhecimento do
Espaço promovido pela ESA (Space Situational Awareness, SSA).
A iniciativa procura melhorar a segurança das missões
espaciais, expostas a colisões com outros objectos em órbita,
a tempestades magnéticas e a possíveis meteoritos.
O protótipo do sistema de radar tem como principal objectivo
demonstrar, num ambiente operacional real, a sua capacidade para
detectar objectos situados em órbitas baixas (LEO. Low Earth
Orbits), localizados entre os 200 e os 2.000 km de altitude. Para
o efeito, a Indra irá conceber um dos sistemas de radar mais
avançados tecnologicamente, com capacidade para alcançar
estas distâncias.
O período de estudo da viabilidade e de testes poderá prolongar-se
até 2012. Com base nos resultados obtidos, a Agência
Espacial Europeia vai estabelecer as bases para construir a rede
de detecção definitiva. Os testes realizados com o
protótipo vão ajudar a determinar a estrutura e o número
de equipamentos a implementar e ainda a estimar os custos.
Na sequencia dos outros dois contratos assinados com a ESA, a Indra
está a desenvolver um simulador radar, que permitirá prever
o desempenho do protótipo do sistema radar e que será usado
para optimizar o desenho final do mesmo, por outro lado, está ainda
a estudar os possíveis locais para o futuro sistema de vigilância
de radar na Europa, a fim de garantir o seu eficaz funcionamento.
Este relatório servirá de base para a ESA determinar
a sua localização.
O envolvimento da Indra nas primeiras etapas desta iniciativa permite
que a empresa tenha uma boa posição competitiva para
participar nas fases futuras. O papel que desempenha neste ambicioso
projecto enfatiza a sua experiência e a sua capacidade técnica.
O projecto faz parte da estratégia global da União
Europeia para o desenvolvimento de recursos próprios para
o Conhecimento do Espaço. Estes recursos exigem, para além
da vigilância das orbitas mais próximas, a monitorização
das zonas mais distantes. Para tal serão utilizadas diferentes
tecnologias, como radares e telescópios ópticos, entre
outros.
Conhecer com precisão a trajectória dos objectos que
orbitam no espaço é fundamental porque o seu embate
com um satélite pode causar danos graves e comprometer a sua
funcionalidade.
Vários acontecimentos que ocorreram nos últimos anos
fizeram crescer o número deste tipo de situações.
Em 1996 por exemplo, um satélite de defesa francês foi
atingido por um fragmento do foguete Arianne; em 2007 um satélite
chinês foi destruído no espaço para evitar a
reentrada na Terra e prevenir riscos; em 2009, houve um choque entre
dois satélites que resultou em milhares de fragmentos em órbita.
Tudo isto fez com que seja cada vez mais necessário contar
com um sistema de Conhecimento de Espaço que garanta a segurança
das missões e evite novas colisões ou impactos.
O sistema tem ainda a capacidade de detectar e rastrear objectos
provenientes do espaço exterior, como meteoritos. Ajudará ainda
a estudar o clima do Espaço (Space Weather) que consiste em
determinados fenómenos como tempestades solares e magnéticas
que afectam os sistemas electrónicos tanto nos satélites
como em terra.
Antenas do programa Galileo produzidas em portugal
Em Portugal a Indra foi contratada, em 2007, para produzir e colocar
em funcionamento 12 antenas de banda C de transmissão do
programa Galileo, Sistema de Posicionamento Global de nova geração
patrocinado pela Agência Espacial Europeia e pela União
Europeia.
Estas antenas são responsáveis pelo acompanhamento
da posição dos Satélites Galileo e pela actualização
da informação por eles transmitida, assegurando a qualidade
de serviço em momentos mais críticos em diversos sectores
tais como, os Transportes (rastreio de veículos, controlo
de velocidade, sistemas de condução remota), Serviços
Sociais (sistemas de suporte a idosos e doentes com mobilidade reduzida),
Justiça e Fronteiras (localização de suspeitos,
controlo de objectos) e sistemas de Busca e Salvamento Marítimo
e Terrestre, entre outros.
A Indra
A Indra é uma das principais multinacionais de TI na Europa
e América Latina, sendo dentro do seu sector a empresa europeia
que mais investe em I&D e a segunda empresa espanhola que mais
investe em I+D em valor absoluto. Em 2009 as suas vendas alcançaram
um volume de 2.513M€, onde 40% provém do mercado internacional.
Conta com mais de 30.000 profissionais e com clientes em mais de
100 países.
Em Portugal desde 1997, a Indra tem actualmente uma equipa de 400
colaboradores com elevada especialização. As suas principais áreas
de actuação são a Consultoria Tecnológica,
Desenvolvimento e Gestão de Projectos, Outsourcing, Segurança
e Redes, em clientes que se dividem por distintos sectores estratégicos
tais como Transportes e Gestão de Tráfego, Defesa e
Segurança, Telecomunicações e Media, Administração
Pública e Saúde, Finanças e Seguros, Energia
e Utilities e Indústria e Comércio e Serviços.