Proespaço
Cérebros da área espacial prontos para fazer as malas
Entrevista ao presidente
da Proespaço
na TSF
Publicado dia 2 de Outubro de 2012
Jornalista Bárbara Baldaia conversou com António Neto da Silva,
presidente da Proespaço, a Associação Portuguesa de Indústrias
do Espaço, que lamenta a falta de investimento no setor.
Cerca de 250 investigadores portugueses da área espacial estão
dispostos a emigrar se o Governo não investir na Agência Espacial
Europeia.
O alerta é deixado pelo presidente da Proespaço, a Associação
Portuguesa de Indústrias do Espaço.
«Portugal pode perder 250 cérebros, porque não investe
o valor equivalente a três quilómetros de autoestrada.»
Pelas contas de António Neto da Silva, Portugal precisa investir
36 milhões de euros para um período de três anos. Não
se trata de um subsídio, sublinha, mas de subscrever os programas
da Agência Espacial Europeia, algo essencial para que esta indústria
possa funcionar.
«Cada euro investido na subscrição destes programas
retornam dois euros a Portugal. Não é uma coisa que se deitou
fora, investe-se um euro e recebem-se dois», salienta.
O sector representa 17 milhões de euros de faturação
anual. Tudo para exportação proveniente de um cluster de tecnologia
altamente sofisticada.
«Com consequências depois na vida de todos nós. O GPS
não existiria se não fosse a indústria do espaço.
Na área dos fogos o que se pode impedir que arda, com informação
a partir do espaço, são milhões, não tem nada
a ver com 36 milhões para três anos, isto significa 12 milhões
por ano», realça.
Um valor com retorno garantido e esta é também uma forma não
deixar fugir 250 cérebros.
Nesta altura, sabe a TSF, a situação está a ser avaliada
por uma comissão inter-ministerial. Contactado pela TSF, o Ministério
da Economia não quis fazer comentários.